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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A AGRADÁVEL CONSULTA COM O DR MANOEL

Manoel Copel Filho é cardiologista, daqueles tradicionais. Seus controles ainda são manuais, feitos com sua indecifrável letra em fichas de papel grosso, guardadas dentro de envelopes e cuidadosamente administrados pelas suas duas assistentes : Inês e Elenice. Comecei a frequentar o seu consultório a aproximadamente três anos, quando iniciei meu trabalho em Piedade e resolvi tornar as coisas mais fáceis, visto que o anterior era de Sorocaba. Para um enfartado, nada mais importante que ter um cardiologista por perto. Desde a primeira consulta, percebi no Dr Manoel , uma pessoa extraordinária por traz do médico que media minha pressão falando de outros assuntos nunca ligados a medicina. Ele é assim, simples, atencioso, brincalhão e adora contar coisas de sua juventude, histórias de pessoas. Falamos de futebol, de política, de acidentes e raramente de saúde. Vez ou outra fala dos níveis de colesterol, triglicerídeos, glicose, potássio, etc, mas são alertas rápidos e sem colocar aquele aspecto fúnebre e eminentemente trágico que os médicos costumam dar as suas falas. Tenho passado muito bem nestes últimos três anos e isto significa que o Dr Manoel tem cuidado bem de mim. Vez ou outra reflito e agradeço em pensamento, quando me alertou sobre a necessidade de colocar um novo stand na veia parcialmente entupida. Talvez sem este alerta eu já tivesse me ido. Mas foi tudo de uma forma tranquila e simples, falando de cavalos, de futebol, de histórias de menino que ele me disse. Concluo soberano, mais que médico, o Dr Manoel é meu amigo. E que continuemos assim por muitos anos ainda.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

COMO TRANSFORMAR SALÁRIOS EM SERVIÇOS NAS PREFEITURAS

Nas pequenas cidades , a maior conta das prefeituras é quase sempre a folha de pagamento do salário dos funcionários. São quantias exorbitantes de dinheiro público, utilizado para remunerar funcionários e políticos que quase nunca geram benefícios correspondentes aos valores gastos. A máquina emperrada do funcionalismo público ,em qualquer segmento, está sempre impregnada de pessoas desqualificadas, que recebem salários em troca de pouco, ou quase nenhum serviço. O grande desafio, consiste portanto em tornar gente improdutiva em produtiva e desperdício de dinheiro público em serviços. A primeira ideia que surge é a da terceirização total dos serviços. Com isso, as prefeituras manteriam apenas uma estrutura mínima para o planejamento e controle dos serviços e contratariam empresas privadas para a execução de tarefas como conservação das vias e do patrimônio público, serviço social, transportes , etc. Como as empresas privadas visam obter lucro e a remuneração destas seria pelos serviços concluídos, estas executariam os serviços com maior produtividade , reduzindo o custo e prazo dos projetos.A aplicação desta prática nas áreas de saúde e educação torna-se mais complexa, porém também é perfeitamente possível. Uma segunda ideia seria a manutenção dos servidores, porém com uma gestão diferenciada. Teríamos a formação de células de servidores ou seja pequenas equipes coordenadas por profissionais de formação técnica ou administrativa e vasta experiência , estabelecendo um sistema de remuneração baseado em metas. Estas equipes teriam programas de trabalho com definição clara de escopos e prazos e seriam remuneradas de acordo com o cumprimento destas metas. Neste caso a metodologia poderia ser aplicada até mesmo nas áreas de saúde e educação , desde que a legislação permita. Enfim, o importante mesmo, seria quebrar os esquemas atuais em que nomeia-se funcionários em comissão , com salários injustificados e critérios meramente políticos , desperdiçando o dinheiro público e impedindo que eles se transformem em reais benefícios para a população. As prefeituras precisam tornarem-se fábricas de produtos e serviços que melhorem a vida das pessoas.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A MORTE DO FILHO DO AGENOR

Vivíamos a década de 1960 no bairro da Água Doce no município de Tapiraí. Meu cérebro de criança, reteve o episódio e o guardou, talvez pelo grau de dramaticidade envolvido e agora o avançar da idade me faz relembra-lo. A atividade exploratória era á única opção de sobrevivência naquele sertão onde morávamos. E meu pai tinha as pessoas que o ajudavam nos serviços de madeira, carvão e palmito. Naquele tempo, empregados eram chamados de camaradas, não sei se por influência socialista ou simplesmente porque havia um espirito de solidariedade. Dentre os camaradas de meu pai havia um que se chamava Agenor. Ele tinha uns 5 filhos pequenos e morava numa casa de taipa coberta de guari canga com piso de chão batido e sua mobília era composta de um fogão de lenha, feito de barro , um cepo grande que servia de mesa, cepos menores que serviam de cadeiras. Dormiam em marimbas construídas de taquara-açu cobertas por colchões feitos com sacos de açúcar, recheados com palha de milho e capim. Aquele era o padrão de vida dos camaradas do meu pai. Num certo dia fomos surpreendidos pela notícia de que a mulher do Agenor tinha dado a luz a mais um filho, e que este filho havia nascido sem vida. Meu pai providenciou a chamada do carpinteiro que confeccionou o caixãozinho de madeira e o recobriu com um tecido branco. Na época não havia por aqui as urnas funerárias produzidas industrialmente. Passamos parte da noite na humilde residência do Agenor guardando o anjinho. Depois de uma certa hora, nós as crianças fomos dormir em nossas casa e apenas os adultos permaneceram ali. Na manhã seguinte fechou-se o caixãozinho e meu o pai o pegou e transportou nas costas até a beira da estrada de terra, e ficou ali aguardando que algum veículo lhe oferecesse carona e o transportasse até Tapiraí, para providenciar o enterro. Lembro-me bem de minha mãe repreendendo a meu pai pela ventura de querer seguir a pé os 10 quilômetros até Tapiraí, com aquele caixão de anjo às costas. Agora reflito sobre o episódio e faço a análise critica , revivendo o grau de pobreza daquela época. Não haviam condições habitacionais adequadas, nem saneamento básico. A assistência médica não existia, e as mães tinham seus filhos sem que nenhum médico as examinasse durante a gravidez. Os índices de mortalidade infantil e de mães durante o parto eram alarmantes e o poder público não fornecia nenhuma assistência naquelas situações. As dificuldades nas comunicações também eram extremas. Passados cerca de 50 anos deste episódio, me resta constatar que as condições de vida melhoraram muito no Brasil, porém as condições de sobrevivência econômica continuam precárias , no município de Tapiraí. A transformação do município em reserva ambiental inibiu a atividade exploratória, sem o surgimento de uma nova agenda de atividades que as tenha substituído. O ecoturismo que parece ser o caminho mais viável há 30 anos segue a passos de tartaruga, principalmente porque o poder público local até hoje não desvendou o caminho do sucesso. Que lutemos pois por mudar esta triste realidade.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

PARA QUE SERVE O CONSELHO TUTELAR



O Conselho Tutelar é composto por cinco membros, eleitos pela comunidade para acompanharem as crianças e os adolescentes e decidirem em conjunto sobre qual medida de proteção para cada caso.
Devido ao seu trabalho de fiscalização a todos os entes de proteção (estado, comunidade e família), o conselho goza de autonomia funcional, não tendo nenhuma relação de subordinação com qualquer outro órgão do estado.
Importante esclarecer que a autonomia do Conselheiro funcional não é absoluta. No tocante as decisões, estas devem ser tomadas de forma colegiada por no mínimo três conselheiros, e não apenas por um ou dois deles. É dever e função do CMDCA - Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, fiscalizar a permanência dos pré-requisitos exigidos pelo ECA aos conselheiros tutelares, em especial o da idoneidade moral e residência no município, podendo suspender ou mesmo pelo voto de censura demitir conselheiro.
Conhecer os direitos da criança e do adolescente não é pré-requisito para candidatura a conselheiro tutelar. Desconhecê-los porém pode ser motivo para cassação de conselheiro eleito e em exercício de mandato. Logo, uma vez eleito, o conselheiro tem o dever de aprender e conhecer profundamente os direitos da criança e do adolescente aos quais tem a função de zelar.
Para ser conselheiro tutelar, a pessoa deve ter mais de 21 anos, residir no município,e reconhecida idoneidade moral. Cada município pode criar outras exigências para a candidatura a conselheiro, como carteira nacional de habilitação ou nível superior (há controversia sobre isto) . Uma vez eleito, o Conselheiro pode ser cassado pelo CMDCA se não manter os critérios.
O conselheiro tutelar precisa ter bom senso para se fazer presente onde há violação de direitos ou indicios e possibilidades de violação e agir para cessá-la ou eliminar o risco de que ocorra. Para isto não deve fazer, mas requisitar os meios necessários a que se faça. Conselheiro Tutelar não é policial, não é técnico, não é Juiz é apenas o zelador dos direitos da criança e do adolescente e deve requisitar ações que os garanta ou representar contra sua inobservância ao Ministério Público e Poder Judiciário para que estes façam os mesmos valer, quando administrativamente não conseguirem tal intento.
São atribuições do Conselho Tutelar :
I- Atender as crianças e adolescentes nas hipóteses previstas nos arts.98 e 105, aplicando as medidas previstas no art. 101, I a VII;
II- Atender e aconselhar pais ou responsáveis, aplicando as medidas previstas no art.129, I a VII;
III- Promover a execução de suas decisões, podendo para tanto:
a) Requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social, previdência, trabalho e segurança;
b) Representar junto à autoridade judiciária nos casos de descumprimento injustificado de suas deliberações;
IV- Encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra os direitos da criança e do adolescente;
V- Encaminhar à autoridade judiciária os casos de sua competência;
VI- Providenciar a medida estabelecida pela autoridade judiciária, dentre as previstas no art. 101, de I a VI, para o adolescente autor do ato infracional;
VII- Expedir notificações;
VIII- Requisitar certidões de nascimento e de óbito de criança ou adolescente quando necessário;
IX- Assessorar o poder executivo local na elaboração da proposta orçamentária para planos e programas de atendimento dos direitos da criança e do adolescente;
X- Representar, em nome da pessoa e da família, contra a violação dos direitos previstos no art. 220, §3º, inciso II, da Constituição Federal;
XI- Representar ao Ministério Público, para efeito das ações de perda ou suspensão do pátrio poder.
Referências : Wikipédia

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

MINHA NOITE NA UTI

Santa casa de Piracicaba
Dia 23 de maio de 2007. Morava eu em Piracicaba e todas as manhãs dirigia-me ao trabalho, às vezes de carro, às vezes de ônibus. Do Jardim Elite  ao Algodoal era aproximadamente meia hora de viagem. Cheguei ao trabalho, vários problemas a resolver, o telefone tocando infinitamente, clientes querendo seus pedidos, eu acionando a fábrica na busca de soluções. De repente uma forte dor no peito. Subo as escadas com dificuldades e sento a minha cadeira. A dor desce pelo braço direito. Sintoma detectado. Estava enfartando.
Peço socorro ao homem dos transportes, mas não tem nenhum carro disponível na fábrica. Peço ao colega do lado para me levar até minha casa. Ele prontamente me leva e no caminho a dor vai apertando, a vista escurece, as imagens  distorcem , assim como as palavras que o meu amigo pronuncia. Chego a minha casa e aviso minha mulher que estou morrendo. Ela chama a vizinha e me levam ao pronto socorro da santa casa. Enfermeiros trazem uma cadeira de rodas na qual eu me sento e me conduzem ao atendimento. Colocam-me sobre uma maca, cercado por mais dois ou três doentes. Tiram meus  sapatos, tiram minha blusa, a correntinha do pescoço com o crucifixo pendurado. O médico examina, colocam um enorme comprimido sobre minha língua, aplicam injeções. Uma moça conecta-me eletrodos e realiza um eletrocardiograma. Um enfermeiro chega próximo de mim e diz que está orando para me salvar. Dai ouço o médico ao telefone: -paciente de 50 anos, preciso da sala do centro cirúrgico com urgência. Uma leve pausa...um  silêncio . Dois homens se aproximam e conduzem minha maca pelo corredor afora...Passo por salas cheias de gente que em observam. De repente vejo o céu azul, é me lembro que aquela é uma manhã ensolarada de maio.. a maca e enfiada numa ambulância. O veículo segue...Anda uns cinco minutos e depois para. Tiram a maca e novamente eu vejo o céu azul. Depois um enorme corredor e o acesso a uma sala onde cerca de cinco pessoas me aguardam, com suas máscaras. Conectam-me aparelhos, ouço apitos...tiram minha roupa...estou completamente nu. O médico me examina...sinto uma picada na coxa... imagens surgem numa tela...falam  uma linguagem  que eu não conheço...De vez em quando me pergunta: - tudo bem seu Paulo ? e eu respondo que sim. Me dá explicações...Ja detectamos o seu problema, agora vamos resolvê-lo. Ouço um leve apito...e tudo some...por alguns segundos eu morri. De repente retomo os sentidos....todos estão me olhando...me perguntam se eu estou bem e saem da sala. Uma única mulher fica junto a mim e me explica os detalhes da ocorrência e do procedimento... a primeira imagem, uma importante veia obstruída...Depois a imagem pós procedimento...o sangue fluindo normalmente. Me avisa que eu tinha sido salvo.. explica porque eu me mantive vivo. Mostra o stendi (uma molinha) que havia sido colocada para desobstruir  a veia.  Conduzem a maca e me levam para a UTI, onde me colocam ao lado de uma senhora idosa que chora e lamenta sem parar...Ali eu passo um bom tempo, até que o meu amor entra...Traz um sorriso triste nos lábios e toca meu rosto...Conta-me que  quando  lhe entregaram os meus pertences  ela pensou que eu houvesse morrido...Peço a ela para ligar para minha filha e meus irmãos...Ela fica um tempo comigo e vai embora. Tenho um aparelho de oxigênio no nariz e eletrodos conectados aos meus dedos e ao meu peito...De vez em quando soam apitos e uma enfermeira corre ao meu lado...Anoitece...percebo que já são altas horas...Um médico e uma enfermeira sentados passam a noite ao meu lado falando de coisas banais... da viagem das férias...do comportamento do filho...A mulher idosa , fala e chora e noite flui...

No dia seguinte sou despertado pela presença da minha filha que me abraça e me aperta a mão...Depois é minha enteada que entra e manifesta um sentimento que jamais imaginava que ela sentisse por mim...Era importante que eu permanecesse vivo.

Passaram-se mais cinco dias e eu recebi alta...antes tive uma séria complicação pulmonar resolvida...Minha mulher me acompanhou na saída...Sai andando e tomamos um taxi.. o rádio estava ligado e Zé Ramalho cantava Chão de Giz...” No mais, estou indo embora baby...” Desde então essa música virou o hino da minha vida...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O DESENVOLVIMENTO HUMANO EM TAPIRAÍ


O Conceito de desenvolvimento humano nasceu definido como um processo de ampliação de escolhas das pessoas para que elas tenham capacidades e oportunidades para serem aquilo que desejam ser.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida resumida do progresso, baseada em três aspectos: renda, educação e saúde, diferentemente do Produto Interno Bruto (PIB) que só considera a dimensão econômica do desenvolvimento.
 
O relatório de desenvolvimento humano, emitido pelas Nações Unidas, tem um grande impacto nas reflexões sobre o tema no mundo todo, uma vez que mede a eficiência das políticas públicas .
Nesta semana foram divulgados dados a respeito do IDH dos municípios brasileiros, calculados pela ONU, com base no último censo do IBGE.
Analisamos os dados do município de Tapiraí, comparando-os com o das três cidades mais próximas: Piedade, Juquiá e Pilar do Sul, subtraindo da visão os aspectos regionais, visto que os quatro municípios encontram-se muito próximos e com condições naturais muito semelhantes. Os dados obtidos estão no quadro abaixo :
Como se vê, Tapiraí encontra-se abaixo dos outros três municípios analisados, ocupando a 2412ª posição no Brasil, ou seja existem 2411 cidades no Brasil, melhores de se viver do que Tapirai. Considerando-se que o Brasil tem 5.570 municípios , estamos um pouco acima do meio da tabela. Isto parece bom, mas não é quando vemos que estão incluídos na tabela todos os municípios do norte e nordeste brasileiro , cujos patamares são muito inferiores aos municípios paulistas.
No detalhamento percebe-se que o índice de longevidade (expectativa de vida) é bom, só perdendo para Piedade entre as quatro cidades analisadas, porém estamos mal em renda e em educação .
Acho interessante que a população do município e principalmente as pessoas que guiam as políticas públicas , atentem para estes números. Eles medem o desenvolvimento e a  eficiência das políticas públicas locais.

 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

CRITICA PARA AJUDAR A MELHORAR A FESTA DO GENGIBRE

Terminada a edição deste ano da Festa do Gengibre de Tapiraí cabe-me traçar alguns comentários sobre a mesma. Talvez tenha sido eu um dos mais ferrenhos críticos da festa  Não que eu seja contra festas ou contra o lazer, mas é que dada a escassez de recursos , acho que eles têm de ser gastos de uma forma muito bem planejada de forma a contemplar o maior número de objetivos possíveis. Nosso município enfrenta uma carência econômica crônica com falta de atividades que gerem empregos e renda com uma consequente evasão dos jovens , não crescimento da população e estagnação do desenvolvimento sem implantação de melhorias da qualidade de vida. A Festa do gengibre deve portanto acima de tudo ser um instrumento de desenvolvimento econômico. Para  que ela seja um instrumento de desenvolvimento econômico precisa incentivar o turismo, desenvolver o comércio local, melhorar a agricultura, gerar emprego e desenvolver a cultura local.
Para incentivar o turismo ela precisa ser original, inovadora, apresentar algo diferente do que se vê nas festas das outras coidades. A criatividade precisa funcionar e trazer algo inédito e não a simples repetição da festa junina de Votorantim, ou o rodeio de Salto de Pirapora que nada têm a ver com o Gengibre. Pra desenvolver o comércio local não tem que cobrar taxas exorbitantes para afastar os comerciantes da cidade e trazer o de outros municípios. Precisa sim incentivar as pessoas a virem almoçar no Restaurante do Tutu, a hospedarem-se no Salve Floresta ou no Encontro das Águas a comerem o Yakissoba do Japonês ao lado da Padaria , etc.
Para melhorar a agricultura precisa apresentar em paralelo um evento técnico com palestras sobre o cultivo do gengibre, debate sobre o controle de pragas, apresentação de técnicas de industrialização para agregar valor a produção, palestras sobre políticas de financiamento a produção, etc...Para gerar emprego deve-se inserir no evento uma enorme feira de artesanato, não sem antes cadastrar os artesãos do município e dar-lhes amplo treinamento de forma  a produzir algo vendável e lucrativo. Para desenvolver a cultura local ao invés de contratar artistas de quinta categoria das cidades grandes vamos investir em corais, bandas locais, grupos de dança, grupos de teatro, viola caipira, etc...
Em vez de enaltecer os políticos, enaltece o povo...em vez de rodeio, esse espetáculo deprimente, maltratador de animais , apresentações de  música clássica enaltecedoras do amor, da paz e da natureza...em vez da música alta e de mal gosto nas altas horas a contemplação da lua e das estrelas...

Talvez eu seja um sonhador...talvez eu morra sonhando...