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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

AFINAL QUEM FOI CATARINA DE ALEXANDRIA?

Hoje é feirado em tapiraí, porque é o dia da Padroeira da cidade, no caso Santa Catarina de Alexandria. É Interessante notar que mesmo os católicos praticantes conhecem muito pouco sobre a vida dos Santos. Efetuei então uma pesquisa sobre a vida da Padroeira de Tapiraí na Wickipédia.
Catarina de Alexandria, é uma santa cristã e mártir que se alega ter sido uma notável intelectual no início do século IV. Passados 1.100 anos, Joana d'Arc disse que Santa Catarina apareceu-lhe várias vezes. A Igreja Ortodoxa a venera como uma "grande mártir", e na Igreja Católica, ela é tradicionalmente reverenciada como um dos Catorze santos auxiliares.
Catarina nasceu na cidade egípcia Alexandria e cresceu como uma pagã, mas em sua adolescência converteu-se ao cristianismo. Diz-se que ela visitou seu contemporâneo, o imperador romanoMaximiano, e tentou convencê-lo do erro moral na perseguição aos cristãos. Ela conseguiu converter a sua esposa, a Imperatriz, e muitos pagão que o Imperador enviou para disputar com ela.
Conta a lenda, que em uma visão, Catarina foi transportada para o céu, encontrou-se com o menino Jesus e a Virgem Maria e, em êxtase, casou-se misticamente com Cristo, convertendo-se ao Cristianismo. Ela tinha , na época, dezoito anos de idade.Foi então à "presença do imperador romano Maximino Trácio, que perseguia violentamente os cristãos, censurando-o por sua crueldade.
O imperador mandou prende-la no cárcere, até que viessem os 50 maiores sábios do mundo, e a humilhassem quanto à sua argumentação aparentemente simples.Catarina foi tão plenamente sábia nas suas colocações e argumentos que mesmo diante desta ameaça, os sábios não conseguiram convertê-la aos ídolos. Pelo contrário, vencidos pela eloqüência de Catarina, converteram-se ao cristianismo. Frustrado, o imperador mandou prender e torturar Catarina na masmorra. Visitada na prisão pela esposa do imperador e pelo chefe de sua guarda, Catarina os converteu, fazendo o mesmo com inúmeros soldados. Mais enfurecido ainda, o imperador mandou assassinar os sábios e sua esposa, lançou os guardas aos leões no Coliseu" e condenou a Santa à morte lenta na roda (instrumento de tortura que mutilava e causava grande sofrimento. Mas quando foram amarrar Catarina na roda, Catarina fez o sinal da cruz e a roda quebrou.  Por fim, Catarina de Alexandria morreu decapitada mas ao invés de sangue saiu leite e por isso as mães que amamentam recorrem também a sua intercessão.O corpo de Catarina desapareceu milagrosamente. Três séculos mais tarde, o seu corpo, incorrupto, foi encontrado por monges e levado para o Mosteiro da Transfiguração, onde  algumas das suas relíquias e o seu nome ficaram até hoje.
Diz ainda  a lenda, que foi ouvindo a voz de Santa Catarina que Joana d'Arc encontrou a espada, que usaria em sua missão e mudaria a história da França. Junto de Santa Margarida e do Arcanjo São Miguel, era uma das vozes que falavam com ela e a instruíram na sua missão de salvar a França.
Historiadores e pesquisadores de tendência positivista acreditam que Catarina possa não ter existido de fato. Para eles a ausência de documentos históricos e o aspecto lendário de sua vida levam a crer que ela representa um ideal, talvez a versão cristã da filósofa Hipátia de Alexandria, cuja biografia apresenta exatamente os mesmos elementos da lenda de Catarina.
Em 1969, a Igreja Católica eliminou do Calendário Litúrgico Universal a celebração do dia 25 de novembro, em memória de seu martírio, em função da falta de evidências históricas de sua existência.Recentemente o Papa Bento XVI recolocou sua memória no calendário litúrgico, mas como memória facultativa.
Santa Catarina é considerada padroeira dos estudantes, filósofos e professores e também invocada pelos que trabalham com rodas e contra acidentes de trabalho. No Brasil, é a padroeira principal do Estado e da Ilha de Santa Catarina e co-padroeira da Catedral metropolitana deFlorianópolis e a Padroeira da cidade de Tapiraí.



quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O EXEMPLO DE TRÊS RIOS, CIDADE DO INTERIOR DO RIO DE JANEIRO

TRANCREVO A SEGUIR REPORTAGEM PUBLICADA NO PORTAL IG.
Ela serve de exemplo de como se pode obter o progresso de uma cidade,e deveria ser lida e entendida pelas autoridades de Tapiraí.

Polo Três Rios: incentivos atraem 872 empresas a cidade fluminense
Prefeitura zera impostos e promove mudanças na pacata vida de seus moradores
Valmir Moratelli, enviado a Três Rios (RJ) 24/11/2011 07:00

Três Rios, novo polo industrial do Rio, está transformando sua paisagem
Uma cidade com pracinha e bancos de madeira distribuídos pela calçada arborizada entre uma igreja e o prédio da prefeitura. Seria esta a melhor descrição de Três Rios, no interior do Rio de Janeiro, quase três anos atrás. Mas muita coisa mudou. A pracinha ainda está lá, mas em frente à prefeitura está erguido um dos símbolos da renovação da cidade, um novíssimo Centro de Controle e Comando, todo espelhado, conectado a 50 câmeras espalhadas pela cidade. Coisa de primeiro mundo.

A fábrica da Nestlé foi inaugurada no dia 18 de novembro
Três Rios, a 104 km do Rio de Janeiro, se tornou um verdadeiro polo industrial que tem transformado a paisagem e o modo de vida de seus cem mil moradores. Há obras por todos os lados. Esta repaginada é guiada pelos incentivos fiscais e atrativos empresariais que o governo municipal passou a distribuir desde fevereiro de 2009. Até o momento 872 empresas mudaram seu endereço para a cidade do interior fluminense, sendo 104 indústrias de médio e grande porte, 92 de pequeno porte e o restante empresas de serviços e comércio. E o fluxo não para. Na sexta-feira (18), foi inaugurada a maior fábrica de laticínios da Nestlé no Brasil em uma área de 95 mil metros quadrados.
O governo do estado já permitia, desde 2002, 2% de alíquota fiscal (ICMS) para os municípios. A prefeitura de Três Rios resolveu ir além. Estão no pacote de incentivos: isenção total de IPTU por 25 anos, isenção de taxa de obras, redução do ISS a 2%, facilitação do poder público em desapropriar áreas com subsídios habitacionais, criação da Companhia de Desenvolvimento atrelada à Secretaria de Indústria e Comércio, além da desburocratização da relação público e privado.
O problema é dos outros 43 municípios que sentaram em cima dos 2% dados pelo governo estadual e estão esperando até hoje pelas indústrias. Pensei que isso não seria suficiente e resolvemos entrar na briga dando muito mais”, diz Vinicius Farah (PMDB), prefeito de Três Rios. Ex-jogador de futebol do time de base do Flamengo da década de 70, Farah quer mais. “Estamos fazendo de Três Rios a capital do interior fluminense”, diz ele, enfatizando que não recebe royalties do petróleo.



“Agressividade” do mercado
Festejada com a presença do governador Sergio Cabral e de uma comitiva de políticos, a fábrica da Nestle recém-inaugurada emprega mil trabalhadores. Espera-se que impulsione o ressurgimento da bacia leiteira que, nas duas últimas décadas, estava à míngua. A fábrica começa com uma produção de 200 mil litros de leite por dia, tendo capacidade para um milhão. Foram investidos R$ 200 milhões na construção às margens da BR-040, que corta o município.
“Todo o apoio recebido foi essencial para escolhermos Três Rios como sede da fábrica. O prefeito foi o mais agressivo, de uma velocidade ímpar, anormal para o nosso País, a fim de colocar em prática a recuperação da indústria do leite na região”, disse Ivan Zurita, presidente da Nestlé, durante a inauguração.


Construção de objetos de fibras visando à Copa
Em frente à fabrica de laticínios, no outro lado da rodovia, a Latapac já se instalou para produzir latas de alumínio. Na TTR Vidros, em funcionamento há dois anos, são 70 empregados lapidando 15 mil metros quadrados de vidro por mês. O gerente da empresa Michael Kalia diz que já há planos para expansão. “O investimento foi alto, cerca de R$ 20 milhões. Ainda não deu lucro, mas já começamos as obras para aumentar o tamanho da fábrica, a maior da região serrana do estado”, diz.
Bancos do Maracanã
A Pifer (projetos de Interiores Ferroviários) que chegou antes e está há oito anos no município, atraída pelos incentivos fiscais (o setor ferroviário tem 0% de ICMS), segue em expansão. Ana Carolina Campos, diretora administrativa da maior indústria do setor, faz planos para fabricação de bancos para o novo Maracanã e de outros estádios da Copa do Mundo de 2014. “Compramos as máquinas que custam mais de R$ 1 milhão. Também queremos fazer o revestimento interno dos veículos BRT, que vão rodar pelo Rio de Janeiro”, planeja. Para tanto, só no último ano foram investidos R$ 2 milhões. O faturamento, segundo ela, fechou em R$ 18 milhões.
No Condomínio Industrial, uma área particular de 236 mil metros quadrados, 35 galpões estão ocupados há quatro anos e meio com diversas fábricas – de reforma de vagões à fabricação de plástico. “E há fila de espera”, garante Fernando Rego, gerente do local, que emprega quase mil pessoas.
Mais empresas chegando
Entre as próximas indústrias que estão se encaminhando para aportar em Três Rios está a cervejaria Serpa. Repleta de benefícios fiscais, a empresa, cuja mantenedora tem sede na Alemanha, vai investir R$ 220 milhões na nova fábrica e prevê geração de 1300 empregos diretos. O terreno para a construção já está definido – uma área equivalente a 150 mil metros quadrados.
A NeoBus, terceira maior empresa de carroceria de transporte coletivo do País, após um longo processo de negociação, fechou com Três Rios. Com investimentos em torno de R$ 95 milhões, deve gerar 1500 empregos diretos e ocupar uma área de 70 mil metros quadrados.
Além disso, duas novas redes de hotéis estão em processo de finalização de projetos com a cidade. Aquase inexistente rede hoteleira na cidade é, aliás, um gargalo no desenvolvimento local. Isso porque simplesmente não há quartos disponíveis nos poucos hotéis na região.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

MEUS VIZINHOS PASSARINHOS


Moro numa casa um tanto quanto isolada. Não tenho muitos vizinhos humanos. Mas  tenho a felicidade de viver cercado de passarinhos. E agora que é primavera eles estão a plena carga. Adoram aparecer. Logo pela manhã, antes das seis, uma sabiá já solta seu canto que para mim parece voz de criança pedindo dengo para a mamãe. Os bem-te-vis também se anunciam e um bando de baitacas passa pelo céu anunciando que o dia já nasceu. Daí vou trabalhar sabendo como é bela a natureza e estes habitantes tão desprotegidos e tão felizes que são os pássaros.
Os beija-flores  vêm tomar água nos bebedouros que instalamos e fazem poses como que estivessem a se exibir. Também se alimentam do néctar das flores do nosso jardim. Tem também uns pássaros negros de rabo comprido que não sei o nome que se reúnem aos bandos no meio da praça para “pastar’ na grama. Os quero-queros são os mais enxeridos e fazem algazarras com seus gritos escandalosos.
Adoro meus vizinhos passarinhos. Talvez até mais do que meus vizinhos humanos. Talvez porque não almejam nada, nem nos invejam. Eles só querem mesmo é ser feliz. Me espelho neles , pois se vivesse como eles, a vida passaria ainda melhor do que já é. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O DESCASO DA TELEFÔNICA COM TAPIRAÍ

Como se sabe, Já  há alguns anos que todo o serviço de telefonia fixa e celular foi privatizado. O que significa isto? O governo concedeu a empresas privadas, o direito de explorar os serviços de telefonia no país e criou a ANATEL- Agencia Nacional de telecomunicações que é um órgão ligado ao governo federal , responsável pelo controle dos serviços prestados pelas operadoras, que poderão se punidas em caso de descumprimento de determinadas metas estabelecidas. Todos sabemos que nos primeiros anos de operação das concessionárias a qualidade dos serviços foi péssima em todo o Brasil, sendo as empresas do setor as campeãs em reclamação perante o Procom e outros órgão de controle, no entanto, em  quase todas as cidades, se sentiu uma melhoria dos serviços ao longo dos últimos anos.
Assim é que há cerca de dois meses , solicitei a transferência de endereço de um telefone em Piedade, que ocorreu no dia seguinte ao pedido. A transferência do serviço de internet (Speedy) ocorreu em três dias e tudo funcionou maravilhosamente, tendo inclusive eu recebido chamadas da telefônica para conferir se os serviços teriam sido executados a contento. Diante da facilidade e qualidade dos serviços tomei a coragem de cancelar o meu contrato com a Vivo ( zap) para ingressar nos serviços da telefônica também em Tapiraí onde eu moro. 
Contatei a telefônica através do 10315  e solicitei a instalação de uma linha econômica e do serviço de internet (speedy). Foi me fornecido um prazo de 7 dias para instalação da linha e de 30 dias para recebimento  do modem que após instalado permitiria o acesso a internet. Passados cinco dias, recebi uma ligação da telefônica informando que a linha já havia sido instalada . Porém ao chegar em casa para minha surpresa a linha não estava funcionando. Liguei para a telefônica que me informou que levaria mais 5 dias para a linha ser ativada. Passados os cinco dias sem que nada funcionasse, liguei novamente e então após cerca de 30 minutos na linha a moça me informou que existe uma ordem de serviço pendente para a cidade de Tapiraí que não permitiu a ativação da linha. Deram-me então um novo prazo: final de novembro.
A triste notícia me levou a concluir que há um total de descaso da “Telefônica” pelo município de Tapiraí, visto que não somente os serviços de instalação e reparo aqui são demorados, como também a qualidade dos serviços é péssima com queda constante das ligações e dificuldades em se efetuar interurbanos de outras cidades para cá (quase sempre dá ocupado nos obrigando a 3 ou4 tentativas). Não bastasse isso os telefones públicos da cidade (orelhões) estão todos em péssimo estado e quase nenhum deles funciona.
Diante disso, acho que há necessidade das autoridades locais (prefeito e vereadores) tomarem alguma atitude perante a Telefônica e a Anatel para exigir uma melhoria na qualidade dos serviços. Afinal não podemos ser considerados cidadãos de segunda qualidade, só porque moramos numa cidade pequena.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O ADEUS AO TIO TOIM

Recebi hoje pela manhã  a notícia do falecimento do meu tio Antônio Cavalcante de Magalhães, que no intimo da família sempre foi chamado de “Tio Toim” . Toim no Ceará corresponde  a Toninho em São Paulo. Tio Toim era um dos dois irmãos de meu pai que ainda estavam  vivos. Os demais já haviam falecido. Agora só nos resta a Tia Creuza, que para nossa felicidade mora aqui bem pertinho em Tapiraí.
Tio Toim nasceu no Ceará e muito jovem ainda veio para São Paulo, instalando-se na região de Presidente Prudente onde conheceu sua esposa Tia Mariri com quem casou-se , teve 3 filhos e com a qual viveu até a morte. Ainda jovem mudou-se para a cidade de Alumínio, próximo a Mairinque e São Roque,  trabalhando na CBA-Companhia Brasileira de Alumínio, onde aposentou-se como Supervisor de Produção.  Atualmente morava no Bairro Marmeleiro, município de São Roque, onde atuava como comerciante.
Sempre muito ativo, ele trabalhou até poucos dias antes da sua morte, no seu comércio que era a sua grande paixão apesar dos seus 80 anos. Dele guardarei as lembranças do homem integro e compenetrado, na casa do qual passei dias de minhas férias de infância na agradável cidade de Alumínio, onde tinha como grandes amigos os seus filhos Hélio,Elda e Eliane. Dele também guardarei a saudade das conversas agradáveis que sempre tive , depois de adulto nas visitas que fazia na sua casa em São Roque. Sentirei por algum tempo remorso, por não o ter visitado nos últimos meses. E além de todos estes sentimentos, manifesta-se o inconformismo diante da brevidade da vida que nos faz perder entes tão queridos. Pior ainda é pensar que a geração de meus pais está se acabando.
Mas ficará para sempre a lembrança do homem bom que sempre me acolheu. Daquele que mais trazia a lembrança do meu pai após o seu falecimento. Resta-me portanto hoje dar adeus a meu segundo pai. A benção Tio Toím. Você foi um dos caras mais importantes na minha vida.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DE CULTIVAR OS ANTEPASSADOS

Durante toda a minha vida existiu o feriado do dia dois de novembro, porém ao longo da minha vida evoluiu a forma como eu o considero. Chamam-no de “Dia de Finados”, “Dia dos Mortos”, “Dia das Almas”, “ Dia da Ressurreição” . Eu porém prefiro chamá-lo de “Dia de cultivar os antepassados” .  Aprendi isto depois de adulto, quando por algum tempo freqüentei reuniões da Seicho-No-Ie que é um misto de religião e filosofia que agrega conceitos do budismo e do cristianismo.
Acredito que todaS as pessoas já tIveram a experiência de ao ver uma paisagem, ter a sensação repentina de já ter presenciado aquele mesmo quadro. Apesar de não termos a lembrança, indica ser um acontecimento gravado na memória, quando na infância, ou ainda bebê no colo de nossas mães. A lembrança guardada nas profundezas dos nosso subconsciente vem repentinamente à tona. No subconsciente estão guardadas   todas as experiências e ações da nossa vida, desde o nascimento.
Tudo isto que está gravado na memória são sementes. E estas sementes incluem também as ações de nossos pais e seus antecessores, desde o surgimento do planeta terra. O culto aos antepassados é pois a expressão de nossa gratidão as graças recebidas e o compromisso de fazer germinar e desenvolver estas sementes. Devemos pois agradecer a nossos ancestrais por terem nos proporcionado a graça de estarmos vivos e felizes.  E com isso projetar que estas sementes continuem a germinar em nossos sucessores.
Portanto obrigado meu pai, Obrigado minha mãe, Obrigado meus avós, Obrigado meus irmãos mais velhos que já morreram, enfim obrigado a todos que me permitiram estar vivo e ser feliz, principalmente porque tenho filhos, netos e sobrinhos que haverão de continuar a germinar esta  semente do amor e da felicidade

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O INCÊNDIO DO EDIFÍCIO JOELMA

 Ontem, no meu ambiente de trabalho recebi uma moça cujo nome é Joelma. Brinquei com ela citando a cantora da banda calypso e uma outra cantora da década de 70  que também tinha o mesmo nome, e me surpreendi quendo ela muito jovem,  citou que a mãe dela sempre comentava isso. Lembrou-me também que houve um edifício que incendiou-se e que tinha o nome dela. Surgiu daí o tema do meu post de hoje. Não que eu goste de recordar tragédias, mas é que elas sempre trazem lições para a humanidade, e esta parece que serviu.
O edifício Joelma, atualmente denominado edifício Praça da Bandeira, é um prédio situado na cidade de São Paulo. Foi inaugurado em 1971.
Com vinte e cinco andares, sendo dez de garagem, localiza-se no número 225 da Avenida Nove de Julho, com outras duas fachadas para a Praça da Bandeira (lateral) e para a rua Santo Antônio (fundos).
Tornou-se conhecido nacional e internacionalmente quando, em fevereiro de 1974, um incêndio provocou a morte de 187 pessoas.
O prédio foi construído utilizando-se uma estrutura de concreto armado, com vedações externas de tijolos ocos cobertos por reboco e revestidos por ladrilhos na parte externa. As janelas eram de vidro plano em esquadrias de alumínio, e o telhado de telhas de cimentoamianto sobre estrutura de madeira.
Concluída sua construção em 1971, o edifício foi imediatamente alugado ao Banco Crefisul de Investimentos.  No começo de 1974 a empresa ainda terminava a transferência de seus departamentos quando, no dia 1 de fevereiro, às 08:54 da manhã de uma sexta-feira, um curto-circuito em um aparelho de ar condicionado no 12° andar deu início a um incêndio que rapidamente se espalhou pelos demais pavimentos. As salas e escritórios no Joelma eram configurados por divisórias, com móveis de madeira, pisos acarpetados, cortinas de tecido e forros internos de fibra sintética, condição que muito contribuiu para o alastramento incontrolável das chamas
Quinze minutos após o curto-circuito era impossível descer as escadas que, localizadas no centro dos pavimentos, não tardaram a serem bloqueadas pelo fogo e fumaça. Na ausência de uma escada de incêndio, muitas pessoas ainda conseguiram se salvar descendo pelos elevadores, mas estes também logo deixaram de funcionar, quando as chamas provocaram a pane no sistema elétrico dos aparelhos e a morte de uma ascensorista no 20° andar.
Sem ter como deixar o prédio, muitos tentaram abrigar-se em banheiros e nos parapeitos das janelas. Outros sobreviventes concentraram-se no 25° andar, que tinha saída para dois terraços. Lembrando-se de um incidente similar ocorrido no Edifício Andraus dois anos antes, em que as vítimas foram salvas por um helicóptero que se aproveitou de um heliporto no topo do prédio, eles esperavam ser resgatados da mesma forma.
O Corpo de Bombeiros recebeu a primeira chamada às 09:03 da manhã. Dois minutos depois, viaturas partiram de quartéis próximos, mas devido a condições adversas no trânsito só chegaram no local às 09:10
Helicópteros foram acionados para auxiliar no salvamento, mas não conseguiram pousar no teto do edifício pois este não era provido de heliporto ,telhas de amianto, escadas, madeiras e a fumaça do incêndio também impediram o pouso das aeronaves.
Os bombeiros, muitos deles desprovidos de equipamentos básicos de segurança, como máscaras de oxigênio, decidiram entrar no prédio para o resgate, tentando alcançar aqueles que haviam conseguido chegar ao topo do edifício. Foram apenas parcialmente bem sucedidos; a fumaça e as chamas já haviam vitimado dezenas de pessoas. Alguns sobreviventes, movidos pelo desespero, começaram a se atirar do edifício. Mais de 20 saltaram; nenhum sobreviveu.
Apenas uma hora e meia após o início do fogo é que o primeiro bombeiro conseguiu, com a ajuda de um helicóptero  (o único potente o suficiente para se manter pairando no ar enquanto era feito o resgate), chegar ao telhado.  Já então muitos haviam perecido devido à alta temperatura no topo do prédio, que chegou a alcançar 100 graus . A maioria dos sobreviventes ali conseguiu se salvar por se abrigarem sob uma telha de amianto.
Por volta de 10:30 da manhã o fogo já havia consumido praticamente todo o material inflamável no prédio. O incêndio foi finalmente debelado, com a ajuda de 12 auto-bombas, 3 auto-escadas, 2 plataformas elevatórias e o apoio de dezenas de veículos de resgate[
Às 13:30, todos os sobreviventes haviam sido resgatados.[2]
Dos aproximadamente 756 ocupantes do edifício, 188 morreram e mais de 300 ficaram feridos . A grande maioria das vítimas era formada por funcionários do Banco Crefisul de Investimentos.
A tragédia do Joelma, que se deu apenas dois anos após o incêndio no Edifício Andraus, reabriu a discussão popular com relação aos sistemas de prevenção e combate a incêndio, cujas deficiências foram evidenciadas nos dois grandes incêndios. Na ocasião, o Código de Obras em vigor era o de 1934, um tempo em que a cidade tinha 700.000 habitantes, prédios de poucos andares e não havia a quantidade de aparelhos elétricos dos anos 70.
A investigação sobre as causas da tragédia, concluída e encaminhada à justiça em julho de 1974, apontava a Crefisul e a Termoclima, empresa responsável pela manutenção elétrica, como principais responsáveis pelo incêndio. Afirmava que o sistema elétrico do Joelma era precário e estava sobrecarregado. Além disso, os registros dos hidrantes do prédio estavam inexplicavelmente fechados, apesar de o reservatório conter na hora do incêndio 29,000 litros de água.
As conseuencias disso foram,  a completa revisão do código de obras e a intensificação da fiscalização e o aprimoramento dos sistemas de segurança dos edifícios. Com isso, passados quae 40 anos do episódio, nunca mais aconteceu uma tragédia do mesmo genero e com tão trágico resultado na cidade de São Paulo.