Total de visualizações de página

terça-feira, 22 de novembro de 2011

MEUS VIZINHOS PASSARINHOS


Moro numa casa um tanto quanto isolada. Não tenho muitos vizinhos humanos. Mas  tenho a felicidade de viver cercado de passarinhos. E agora que é primavera eles estão a plena carga. Adoram aparecer. Logo pela manhã, antes das seis, uma sabiá já solta seu canto que para mim parece voz de criança pedindo dengo para a mamãe. Os bem-te-vis também se anunciam e um bando de baitacas passa pelo céu anunciando que o dia já nasceu. Daí vou trabalhar sabendo como é bela a natureza e estes habitantes tão desprotegidos e tão felizes que são os pássaros.
Os beija-flores  vêm tomar água nos bebedouros que instalamos e fazem poses como que estivessem a se exibir. Também se alimentam do néctar das flores do nosso jardim. Tem também uns pássaros negros de rabo comprido que não sei o nome que se reúnem aos bandos no meio da praça para “pastar’ na grama. Os quero-queros são os mais enxeridos e fazem algazarras com seus gritos escandalosos.
Adoro meus vizinhos passarinhos. Talvez até mais do que meus vizinhos humanos. Talvez porque não almejam nada, nem nos invejam. Eles só querem mesmo é ser feliz. Me espelho neles , pois se vivesse como eles, a vida passaria ainda melhor do que já é. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O DESCASO DA TELEFÔNICA COM TAPIRAÍ

Como se sabe, Já  há alguns anos que todo o serviço de telefonia fixa e celular foi privatizado. O que significa isto? O governo concedeu a empresas privadas, o direito de explorar os serviços de telefonia no país e criou a ANATEL- Agencia Nacional de telecomunicações que é um órgão ligado ao governo federal , responsável pelo controle dos serviços prestados pelas operadoras, que poderão se punidas em caso de descumprimento de determinadas metas estabelecidas. Todos sabemos que nos primeiros anos de operação das concessionárias a qualidade dos serviços foi péssima em todo o Brasil, sendo as empresas do setor as campeãs em reclamação perante o Procom e outros órgão de controle, no entanto, em  quase todas as cidades, se sentiu uma melhoria dos serviços ao longo dos últimos anos.
Assim é que há cerca de dois meses , solicitei a transferência de endereço de um telefone em Piedade, que ocorreu no dia seguinte ao pedido. A transferência do serviço de internet (Speedy) ocorreu em três dias e tudo funcionou maravilhosamente, tendo inclusive eu recebido chamadas da telefônica para conferir se os serviços teriam sido executados a contento. Diante da facilidade e qualidade dos serviços tomei a coragem de cancelar o meu contrato com a Vivo ( zap) para ingressar nos serviços da telefônica também em Tapiraí onde eu moro. 
Contatei a telefônica através do 10315  e solicitei a instalação de uma linha econômica e do serviço de internet (speedy). Foi me fornecido um prazo de 7 dias para instalação da linha e de 30 dias para recebimento  do modem que após instalado permitiria o acesso a internet. Passados cinco dias, recebi uma ligação da telefônica informando que a linha já havia sido instalada . Porém ao chegar em casa para minha surpresa a linha não estava funcionando. Liguei para a telefônica que me informou que levaria mais 5 dias para a linha ser ativada. Passados os cinco dias sem que nada funcionasse, liguei novamente e então após cerca de 30 minutos na linha a moça me informou que existe uma ordem de serviço pendente para a cidade de Tapiraí que não permitiu a ativação da linha. Deram-me então um novo prazo: final de novembro.
A triste notícia me levou a concluir que há um total de descaso da “Telefônica” pelo município de Tapiraí, visto que não somente os serviços de instalação e reparo aqui são demorados, como também a qualidade dos serviços é péssima com queda constante das ligações e dificuldades em se efetuar interurbanos de outras cidades para cá (quase sempre dá ocupado nos obrigando a 3 ou4 tentativas). Não bastasse isso os telefones públicos da cidade (orelhões) estão todos em péssimo estado e quase nenhum deles funciona.
Diante disso, acho que há necessidade das autoridades locais (prefeito e vereadores) tomarem alguma atitude perante a Telefônica e a Anatel para exigir uma melhoria na qualidade dos serviços. Afinal não podemos ser considerados cidadãos de segunda qualidade, só porque moramos numa cidade pequena.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O ADEUS AO TIO TOIM

Recebi hoje pela manhã  a notícia do falecimento do meu tio Antônio Cavalcante de Magalhães, que no intimo da família sempre foi chamado de “Tio Toim” . Toim no Ceará corresponde  a Toninho em São Paulo. Tio Toim era um dos dois irmãos de meu pai que ainda estavam  vivos. Os demais já haviam falecido. Agora só nos resta a Tia Creuza, que para nossa felicidade mora aqui bem pertinho em Tapiraí.
Tio Toim nasceu no Ceará e muito jovem ainda veio para São Paulo, instalando-se na região de Presidente Prudente onde conheceu sua esposa Tia Mariri com quem casou-se , teve 3 filhos e com a qual viveu até a morte. Ainda jovem mudou-se para a cidade de Alumínio, próximo a Mairinque e São Roque,  trabalhando na CBA-Companhia Brasileira de Alumínio, onde aposentou-se como Supervisor de Produção.  Atualmente morava no Bairro Marmeleiro, município de São Roque, onde atuava como comerciante.
Sempre muito ativo, ele trabalhou até poucos dias antes da sua morte, no seu comércio que era a sua grande paixão apesar dos seus 80 anos. Dele guardarei as lembranças do homem integro e compenetrado, na casa do qual passei dias de minhas férias de infância na agradável cidade de Alumínio, onde tinha como grandes amigos os seus filhos Hélio,Elda e Eliane. Dele também guardarei a saudade das conversas agradáveis que sempre tive , depois de adulto nas visitas que fazia na sua casa em São Roque. Sentirei por algum tempo remorso, por não o ter visitado nos últimos meses. E além de todos estes sentimentos, manifesta-se o inconformismo diante da brevidade da vida que nos faz perder entes tão queridos. Pior ainda é pensar que a geração de meus pais está se acabando.
Mas ficará para sempre a lembrança do homem bom que sempre me acolheu. Daquele que mais trazia a lembrança do meu pai após o seu falecimento. Resta-me portanto hoje dar adeus a meu segundo pai. A benção Tio Toím. Você foi um dos caras mais importantes na minha vida.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DE CULTIVAR OS ANTEPASSADOS

Durante toda a minha vida existiu o feriado do dia dois de novembro, porém ao longo da minha vida evoluiu a forma como eu o considero. Chamam-no de “Dia de Finados”, “Dia dos Mortos”, “Dia das Almas”, “ Dia da Ressurreição” . Eu porém prefiro chamá-lo de “Dia de cultivar os antepassados” .  Aprendi isto depois de adulto, quando por algum tempo freqüentei reuniões da Seicho-No-Ie que é um misto de religião e filosofia que agrega conceitos do budismo e do cristianismo.
Acredito que todaS as pessoas já tIveram a experiência de ao ver uma paisagem, ter a sensação repentina de já ter presenciado aquele mesmo quadro. Apesar de não termos a lembrança, indica ser um acontecimento gravado na memória, quando na infância, ou ainda bebê no colo de nossas mães. A lembrança guardada nas profundezas dos nosso subconsciente vem repentinamente à tona. No subconsciente estão guardadas   todas as experiências e ações da nossa vida, desde o nascimento.
Tudo isto que está gravado na memória são sementes. E estas sementes incluem também as ações de nossos pais e seus antecessores, desde o surgimento do planeta terra. O culto aos antepassados é pois a expressão de nossa gratidão as graças recebidas e o compromisso de fazer germinar e desenvolver estas sementes. Devemos pois agradecer a nossos ancestrais por terem nos proporcionado a graça de estarmos vivos e felizes.  E com isso projetar que estas sementes continuem a germinar em nossos sucessores.
Portanto obrigado meu pai, Obrigado minha mãe, Obrigado meus avós, Obrigado meus irmãos mais velhos que já morreram, enfim obrigado a todos que me permitiram estar vivo e ser feliz, principalmente porque tenho filhos, netos e sobrinhos que haverão de continuar a germinar esta  semente do amor e da felicidade

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O INCÊNDIO DO EDIFÍCIO JOELMA

 Ontem, no meu ambiente de trabalho recebi uma moça cujo nome é Joelma. Brinquei com ela citando a cantora da banda calypso e uma outra cantora da década de 70  que também tinha o mesmo nome, e me surpreendi quendo ela muito jovem,  citou que a mãe dela sempre comentava isso. Lembrou-me também que houve um edifício que incendiou-se e que tinha o nome dela. Surgiu daí o tema do meu post de hoje. Não que eu goste de recordar tragédias, mas é que elas sempre trazem lições para a humanidade, e esta parece que serviu.
O edifício Joelma, atualmente denominado edifício Praça da Bandeira, é um prédio situado na cidade de São Paulo. Foi inaugurado em 1971.
Com vinte e cinco andares, sendo dez de garagem, localiza-se no número 225 da Avenida Nove de Julho, com outras duas fachadas para a Praça da Bandeira (lateral) e para a rua Santo Antônio (fundos).
Tornou-se conhecido nacional e internacionalmente quando, em fevereiro de 1974, um incêndio provocou a morte de 187 pessoas.
O prédio foi construído utilizando-se uma estrutura de concreto armado, com vedações externas de tijolos ocos cobertos por reboco e revestidos por ladrilhos na parte externa. As janelas eram de vidro plano em esquadrias de alumínio, e o telhado de telhas de cimentoamianto sobre estrutura de madeira.
Concluída sua construção em 1971, o edifício foi imediatamente alugado ao Banco Crefisul de Investimentos.  No começo de 1974 a empresa ainda terminava a transferência de seus departamentos quando, no dia 1 de fevereiro, às 08:54 da manhã de uma sexta-feira, um curto-circuito em um aparelho de ar condicionado no 12° andar deu início a um incêndio que rapidamente se espalhou pelos demais pavimentos. As salas e escritórios no Joelma eram configurados por divisórias, com móveis de madeira, pisos acarpetados, cortinas de tecido e forros internos de fibra sintética, condição que muito contribuiu para o alastramento incontrolável das chamas
Quinze minutos após o curto-circuito era impossível descer as escadas que, localizadas no centro dos pavimentos, não tardaram a serem bloqueadas pelo fogo e fumaça. Na ausência de uma escada de incêndio, muitas pessoas ainda conseguiram se salvar descendo pelos elevadores, mas estes também logo deixaram de funcionar, quando as chamas provocaram a pane no sistema elétrico dos aparelhos e a morte de uma ascensorista no 20° andar.
Sem ter como deixar o prédio, muitos tentaram abrigar-se em banheiros e nos parapeitos das janelas. Outros sobreviventes concentraram-se no 25° andar, que tinha saída para dois terraços. Lembrando-se de um incidente similar ocorrido no Edifício Andraus dois anos antes, em que as vítimas foram salvas por um helicóptero que se aproveitou de um heliporto no topo do prédio, eles esperavam ser resgatados da mesma forma.
O Corpo de Bombeiros recebeu a primeira chamada às 09:03 da manhã. Dois minutos depois, viaturas partiram de quartéis próximos, mas devido a condições adversas no trânsito só chegaram no local às 09:10
Helicópteros foram acionados para auxiliar no salvamento, mas não conseguiram pousar no teto do edifício pois este não era provido de heliporto ,telhas de amianto, escadas, madeiras e a fumaça do incêndio também impediram o pouso das aeronaves.
Os bombeiros, muitos deles desprovidos de equipamentos básicos de segurança, como máscaras de oxigênio, decidiram entrar no prédio para o resgate, tentando alcançar aqueles que haviam conseguido chegar ao topo do edifício. Foram apenas parcialmente bem sucedidos; a fumaça e as chamas já haviam vitimado dezenas de pessoas. Alguns sobreviventes, movidos pelo desespero, começaram a se atirar do edifício. Mais de 20 saltaram; nenhum sobreviveu.
Apenas uma hora e meia após o início do fogo é que o primeiro bombeiro conseguiu, com a ajuda de um helicóptero  (o único potente o suficiente para se manter pairando no ar enquanto era feito o resgate), chegar ao telhado.  Já então muitos haviam perecido devido à alta temperatura no topo do prédio, que chegou a alcançar 100 graus . A maioria dos sobreviventes ali conseguiu se salvar por se abrigarem sob uma telha de amianto.
Por volta de 10:30 da manhã o fogo já havia consumido praticamente todo o material inflamável no prédio. O incêndio foi finalmente debelado, com a ajuda de 12 auto-bombas, 3 auto-escadas, 2 plataformas elevatórias e o apoio de dezenas de veículos de resgate[
Às 13:30, todos os sobreviventes haviam sido resgatados.[2]
Dos aproximadamente 756 ocupantes do edifício, 188 morreram e mais de 300 ficaram feridos . A grande maioria das vítimas era formada por funcionários do Banco Crefisul de Investimentos.
A tragédia do Joelma, que se deu apenas dois anos após o incêndio no Edifício Andraus, reabriu a discussão popular com relação aos sistemas de prevenção e combate a incêndio, cujas deficiências foram evidenciadas nos dois grandes incêndios. Na ocasião, o Código de Obras em vigor era o de 1934, um tempo em que a cidade tinha 700.000 habitantes, prédios de poucos andares e não havia a quantidade de aparelhos elétricos dos anos 70.
A investigação sobre as causas da tragédia, concluída e encaminhada à justiça em julho de 1974, apontava a Crefisul e a Termoclima, empresa responsável pela manutenção elétrica, como principais responsáveis pelo incêndio. Afirmava que o sistema elétrico do Joelma era precário e estava sobrecarregado. Além disso, os registros dos hidrantes do prédio estavam inexplicavelmente fechados, apesar de o reservatório conter na hora do incêndio 29,000 litros de água.
As conseuencias disso foram,  a completa revisão do código de obras e a intensificação da fiscalização e o aprimoramento dos sistemas de segurança dos edifícios. Com isso, passados quae 40 anos do episódio, nunca mais aconteceu uma tragédia do mesmo genero e com tão trágico resultado na cidade de São Paulo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CONHEÇA OS PRINCIPAIS DIREITOS DOS TRABALHADORES

Na nossa região , existem vários tipos de trabalhadores: os protegidos pela lei, que conseguem se aposentar; os não-protegidos pela lei, mas que cuidam da sua própria aposentadoria; e aqueles que não têm proteção alguma e sequer podem sonhar com uma aposentadoria minimamente digna. Talvez, este último grupo represente a grande maioria,

Os direitos trabalhista surgiram no Brasil, no dia 1° de maio de 1943, quando  o então presidente l, Getúlio Vargas, baixou o decreto de Lei n° 5.452, que aprovou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Mas, após 68 anos de existência, muitos profissionais desconhecem os seus direitos garantidos nos mais de 900 artigos da lei.

Diante disto, segue uma lista com os principais direitos trabalhistas:
1.      salário mínimo : é o valor mínimo do salário a ser pago. O valor atula é de R$ 545,00 que geralmente é reajustado a cada ano.
        
2.     jornada de trabalho de 44 horas semanais : ninguém pode trabalhar mais de 44 horas por semana sem receber horas extras.
3.     irredutibilidade salarial : o salário nunca pode ser reduzido

4.     seguro-desemprego : o trabalhador desempregado tem direito, porém são necessários alguns requisitos: tempo mínimo trabalhado , não recebimento anterior no mesmo período etc. O valor recebido depende do último salário.

5.     13º salário : após um ano de trabalho todo trabalhador tem direito a um salário extra, a ser pago em duas parcelas nos meses de novembro e dezembro de cada ano. Se tiver trabalhado menos de um ano no período será proporcional ao número de meses trabalhados.

6.     participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração : toda empresa deve pagar aos eus funcionários anualmente um prêmio relativo a melhoria no resultado obtido. O valor geralmente é acordado entre os patrões e os sindicatos respectivos em cada região.
7.     horas extras com adicional: as horas extras devem ser remuneradas no mínimo com 50% a mais do que o valor da hora normal. Se o trabalho for aos domingos ou feriados o adicional será de 100%.
8.     férias anuais : a cada 12 meses trabalhados todo trabalhador tem direito a 30 dias de férias. Destes, dez dias podem ser convertidos em salário.
9.     licença-maternidade : toda mulher quando tem filhos tem direito a uma licença de 4 meses para permanecer junto ao filho.
10.   licença-paternidade ; todo pai ao nascer seu  filho terá direito a 5 dias de afastamento.
11.   aposentadoria; para a mulher após 30 anos de trabalho ou 60 anos de idade e para o homem após 35 anos de trabalho ou 65 de idade.
12.   reconhecimento de normas coletivas: estabelecidas entre os sindicatos classistas e patronais da categoria e região respectiva.
13.   seguro acidente de trabalho : assegura remuneração durante afastamento do trabalho em razão de acidente.
14.   FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) : os patrões devem depositar 8% do valor do salário  a cada mês. O empregado receberá este valor se for demitido sem justa causa, cabendo ainda um adicional de 40% sobre o valor acumulado ao longo do período trabalhado.
15.   direito de greve.
16.   aviso prévio ; todo trabalhador deve ser avisado da demissão com um mês de antecedência , ou receber um salário adicional quando da demissão.
17.   estabilidade provisória de membros de Comissões de Prevenções de Acidentes, empregados vitimados por acidente de trabalho e gestante.

Todos estes direitos precisam estar documentados através do registro do trabalhador na carteira profissional dele. Este é o documento que comprova a relação de trabalho. Portanto é necessário exigir que o patrão efetue o seu registro já no primeiro dia de trabalho. Estes são apenas os direitos principais. Existem muito outros específicos para determinadas situações. Procure conhecê-los e fazer exercer o seu direito.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

RIBEIRA; UM VALE ESTAGNADO

No iníico deste mês , viajei até Aguas de Lindóia, onde participei de um treinamento do órgão em que eu trabalho. Partindo de Piedade, passei por Sorocaba, Itú,Salto,Indaiatuba,Campinas,Mogi –Mirim, Itatiba e Lindóia. Passei por estradas magníficas, bem sinalizadas e com acostamentos bem construídos .  Ao longo do caminho imensas indústrias instaladas e, áreas urbanizadas . Meu celular manteve o sinal em todo o percurso. As pessoas que vi ao longo do caminho eram na sua grande maioria operários , habituados aos trabalho ininterrupto num vai e vem alucinante.
No último fim de semana dirige-me a cidade de Eldorado para visitar a Caverna do Diabo e no retorno visitei ilha comprida e Iguape. Partindo de Tapiraí passei pelas cidades de Juquiá, Registro, Jacupiranga, Eldorado, Pariquera-açu, Iguape e Ilha Comprida. Excessão feita ao pequeno trecho da BR-116, passei por estradas de pista única, mal sinalizadas, sem acostamento e esburacadas. Ao longo do caminho plantações de banana, palmito e plantas ornamentais em algusn trechos. Em outros nenhuma cultura ou atividade econômica. As pessoas que vi eram pessoas simples oriundas dos quilombos e redutos indígenas habituadas ao trabalho no cultivo da terra.
Comparando as duas paisagens, pareciam países distintos, sendo que na realidade estava no mesmo estado. Diante disso , me pus a refletir sobre as razões das diferenças tão grandes. Analisando sob o ponto de vista histórico vamos notar que a região de Campinas foi colonizada por europeus e descendentes durante o rico ciclo do café. Já o Vale do Ribeira , não teve o mesmo privilégio principalmente porque suas terras são acidentadas e pouco férteis.
Mas por outro lado, o Vale do Ribeira possui uma riqueza natural imensa pela existência das matas, das cavernas e dos Rios. Desta forma fica a indagação, porque não se buscou outras formas de desenvolvimento? Em governos anteriores houveram algumas tentativas. A última que eu me lembro foi no governo de Mário Covas, quando se realizou em Registro um grande encontro tendo como tema de debate o desenvolvimento do Vale do Ribeira. Estavam presentes neste encontro todos os prefeitos da região, o governador do estado e quase todos os seus secretários , além de vários deputados federais e estaduais. Foram apresentados durante o encontro vários painéis sobre as possibilidades econômicas do vale : o turismo, o cultivo sustentável de palmito, a produção de carnes exóticas, a mineração etc.
No entanto, passados cerca de 12 anos do acontecimento que foi em 1999, o Vale do ribeira continua estagnado. As cidades não cresceram, algumas delas até diminuíram de tamanho e não surgiram novas atividades econômicas. A meu ver faltou acima de tudo uma capacidade de mobilização da população no sentido de inovar e prosperar. Pode-se ver isso principalmente pelos políticos da região que continuam sendo sempre os mesmos se revezando no poder.
O vale do ribeira necessita pois de um choque econômico e cultural, capaz de incentivar as populações na busca do necessário progresso. As pessoas precisam aprender a lutar por uma vida melhor , em vez de conformarem-se e esperarem que tudo caia do céu.