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sexta-feira, 6 de maio de 2011

O QUE PODE MUDAR COM A REFORMA POLÍTICA

Já há muito tempo, fala-se em reforma política no Brasil, porém o processo nunca decolou para  valer. Tendo em vista que atualmente existem pressões no sentido de que ela de fato se concretize, vamos tentar esmiuçá-la de forma a entender um pouco mais do assunto.
Primeiramente vamos comentar o que de fato mudou nos últimos anos. Foram três as medidas de impacto já implantadas;
1ª) REELEIÇÃO DE PRESIDENTE, GOVERNADOR E PREFEITO, aprovada desde 1997  ;
2ª) FIDELIDADE PARTIDÁRIA, firmada pelo TSE  e que garante que o mandato é do partido e não do candidato. Assim sendo se o candidato eleito mudar de partido perde o mandato. Isto vem valendo já há algum tempo.
3ª) FICHA LIMPA , firmada desde 2009 pelo TSE e que deverá valer a partir da eleição de 2012. Por esta medida não podem participar das eleições como candidatos, as pessoas  condenadas pela justiça.
Atualmente estão em debates no congresso outras medidas, sendo que a mais importante prende-se ao sistema eleitoral. O sistema eleitoral vigente é PROPORCIONAL COM LISTA ABERTA, ou seja o eleitor vota num candidato e automaticamente numa leganda, ou só na legenda. As vagas são distribuídas usando o quociente eleitoral, que é a divisão dos votos válidos pelo número de vagas. A quantidade de votos de cada partido ou coligação é então dividido pelo qociente eleitoral, definindo-se assim os candidatos eleitos por cada partido ou coligação.
Existem propostas para outros sistemas que seriam:
1º) PROPORCIONAL COM LISTA FECHADA; O eleitor em vez de votar num candidato, votaria num partido ou coligação. Os eleitos seriam os constantes de uma lista preparada pelos partidos antes das eleições.
2º) DISTRITAL; cada candidato concorreria por determinado distrito e cada distrito elegeria seu candidato.
3º) UNINOMIAL ; Cada eleitor vota em um candidato e os mais votados seriam eleitos, deixando de existir o voto partidário.
È importante que cada eleitor saiba exatamente como funcionaria cada um destes sistemas e que tome uma posição no sentido de apoiar aquele que considerar melhor. No entanto acho que o debate será extenso, e dificilmente qualquer uma destas mudanças já passem a valer para a eleição de 2012.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

A VIDA APÓS A MORTE


A expressão” vida após a morte” refere-se a uma suposta continuidade da alma,espírito, ou mente após a morte física. Os principais pontos de vista sobre o além provêm da religião, esoterismo e metafísica.
Acredita-se que pessoas falecidas geralmente vão para um reino após a morte, geralmente determinado por suas ações em vida. Em constraste,o termo “reencarnação”, refere-se ao renascimento em um corpo físico após a morte.
Os céticos, acreditam que a vida após a morte , é absolutamente impossível. São os materialistas revolucionistas, que declaram que tal tema é sobrenatural.
A vida é um fenômeno já extremamente estudado e a conclusão geral da comunidade científica é que não existem espíritos, nem vida após a morte. Espíritos são fantasmas e a ciência nunca analisou nenhum fantasma, simplesmente porque sob o ponto de vista científico eles não existem. São lendas originadas pelos homens primitivos que nada entendiam e viam raios e trovões no céu durante as tempestades e diziam entre eles que eram manifestações de “espíritos” de “deuses”  no ar e foi assim, que esta lenda começou.
Portanto não existem poderes sobrenaturais. Se existissem, não existiriam as doenças, e a medicina os utilizaria para curar os enfermos. Na realidade quem tenta fazer isto é condenado como charlatão. Quem reconhece esta verdade , nunca mais ficará assombrado com medo de fantasmas, com medo de feitiços, com medo de ser castigado por Deus, com medo do diabo. Nada mais vai segura-lo na busca da felicidade, você vai progredir na vida, porque terá certeza de que não tem tempo a perder e se não produzir , sua vida passará vazia. Assim, você passa a produzir mais e conseqüentemente viver com mais conforto e melhor.
A questão de imaginar e supor a existência eterna, vem da vaidade humana, que quer imitar e se tornar um Deus eterno. Acredite no Deus que habita em você e ele fará grandes milagres.

terça-feira, 3 de maio de 2011

EM QUE TAPIRAÍ DIFERE DE ÁGUAS DE LINDÓYA?


Neste fim de semana estive na cidade de Águas de Lindóya em evento de treinamento do órgão para o qual trabalho. Embora em atividade total nos dois dias que lá estive, nos intervalos das palestras pude presenciar um pouco da paisagem e refletir sobre alguns pontos. Verifiquei que a paisagem de lá é muito parecida com a de Tapiraí. Cadeias de montanhas se entrelaçam com a neblina formando-se entre elas.Porém a natureza por lá já foi devastada, podendo-se comtemplar apenas os morros sem vegetação.
Por outro lado, lá existem águas com propriedades medicinais,  diferentes das nossas e por isso mesmo já é uma estância turística há muitos anos. Em função disso criou-se uma infra-estrutura turística invejável com hotéis luxuosos e de bom gosto, que permitem a realização de muitos eventos de treinamentos de pessoal de grandes empresas por lá.
Para se ter uma idéia do potencial econômico destes eventos, somente  naquele em  que eu estive ,haviam 400 pessoas hospedadas em um único hotel onde eram oferecidas todas as condições para a realização do evento: auditórios, aparelhos, salas etc. Estas 400 pessoas significaram só em diárias um faturamento de cerca de 160 mil reais em apenas dois dias.
Estou falando nisso, porque pouca gente em Tapiraí, consegue ver o potencial econômico que representa o turismo. É claro que para chegarmos a ser uma Aguas  de lindóya ainda falta muito, porém se começarmos um trabalho sério um dia chegaremos lá.
Aqui estão publicada 3  fotos de Águas de Lindoya e 3 de Tapiraí. Compare e reflita.




terça-feira, 26 de abril de 2011

O ÚLTIMO JOGO DE PELÉ EM SÃO PAULO


Nos anos 70, como já disse antes, o futebol era empolgante. Depois que o Brasil ganhou o tricampeonato no México era difícil alguém que não torcesse para nenhum time. Os ingressos eram baratos e  não havia transmissão direta pela televisão. Nas noites de domingo se via o vídeo-tape do principal jogo, geralmente um clássico.
As capacidades dos estádios era muito maior, porque não haviam as restrições de segurança que existem hoje.  Como o São Bento de Sorocaba era da primeira divisão, os times grandes vinham jogar em Sorocaba. Ainda não havia o CIC e os jogos em Sorocaba eram no estádio Humberto Reali na rua Nogueira Padilha, um estádio minúsculo, em que em um dos lados as arquibancadas eram de madeira, como se fosse um circo.
Fui muito a estádios de futebol na minha juventude. Tínhamos uma turminha formada pelo Shigue Inada, Hideke inada, Augusto Martinelli, Paulinho e Zé Cavalcante, Márcio , Chola e mais alguns que não me lembro o nome que sempre estávamos indo a Sorocaba ou Sâo Paulo assistir  futebol nos estádios. Quem nos levava era o Shigue com a Kombi do pai dele, o seu Inada.
De todos os jogos que assisti, talvez o mais importante, tenha sido o clássico Santos x Corinthians em 1974, no estádio do Pacaembú. Este foi o último jogo de Pelé em São Paulo. Depois disso ele fez a sua despedida em Santos e parou de jogar no Brasil. Alguns anos depois voltou a jogar no time do Cosmos nos Estado Unidos.
Me lembro bem que o resultado do jogo foi 1x0 para o Corinthians com um gol de Rivelino. Haviam 63 mil pessoas no Pacaembú e o árbitro foi Armando Marques. Me lembro do final do jogo, com uma multidão de repórteres sobre Pelé querendo ouvi-lo.  Tinha levado um radinho de pilha e achava o máximo estar ouvindo e vendo de pertinho o maior jogador de futebol de todos os tempos. Nem imaginava que estava eu ali vivendo um dos momentos mais importantes do futebol brasileiro. Mais um privilégio a que devo agradecer. Coisas de um passado maravilhoso, do qual fiz parte.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

DONA JOVINA E O BOIADEIRO


Dona Jovina Ferreira Magalhães, minha mãe nasceu no Ceará e veio para Tapiraí no inicio dos anos 40, com meu pai e mais 3 filhos pequenos. A viagem durou mais de um mês e foi feita sobre a carroceria de caminhão (pau-de-arara), e em certo trecho pelo Rio São Francisco por uma embarcação rude e insegura. Vieram para Tapiraí porque aqui já morava a família de um parente , o Zé Ribeiro. Foram morar no bairro da Água  Doce, primeiro na estrada que dá acesso ao Alecrim e depois a beira da rodovia, um quilometro além de onde até hoje mora a Bruna e o CIdo. Viveu na Agua Doce até 1968, quando meu pai adquiriu um Armazém em Tapiraí e nos mudamos para a cidade. Já éramos então 11 filhos.
Do  Boiadeiro, não sei  o nome. Ele apareceu em  Tapiraí no início dos anos 80. Segundo se comentava ele era funcionário de um circo que se armou por aqui e conheceu uma tapiraiense pela qual se apaixonou . Quando o circo foi-se embora, resolveu ficar por aqui. Por algum tempo viveu com a moça , porém com a bebedeira e a vida boêmia, acabou sozinho, sem parentes e sem ninguém e virou um morador de rua de Tapiraí. Dormia em um barraco nos fundos de onde hoje é o Centro Cultural.  Nessa época minha mãe já estava com os filhos criados e sem meu pai que infelizmente faleceu muito novo. Minha mãe morava nos fundos do Armazém agora tocado pelos meus irmãos (em frente ao posto Aoki).
Eis que num belo dia o Boiadeiro, bateu a porta de minha mãe e pediu um prato de comida. Minha mãe prontamente lhe serviu. Ele sentou-se a beira da casa em um banco de madeira e ali almoçou. Daquele dia em diante, virou “freguês” assíduo de minha mãe. Virava e mexia ,la estava ele a janela de minha mãe pedindo um prato de comida, que minha mãe jamais negou.
Em 1991, minha mãe faleceu aos 77 anos. O Boiadeiro nesta época devia ter uns 40 anos. Estávamos todos tristes com a morte de minha mãe, porém conformados diante do fato de ela ter vivido de uma forma feliz a sua maneira, criando seus filhos e sendo  sempre amável , calma e muito religiosa, sem nunca discutir com ninguém. Mas eis que chega ao velório de minha mãe o Boiadeiro em prantos..., aproximou-se do esquife e pronunciou as seguintes palavras em voz trêmula: “ E agora..., quem é que vai me dar um prato de comida?”.
A cena comoveu a todos os presentes. Passados alguns anos, o Boiadeiro morreu atropelado por um veículo na madrugada de Tapiraí . Ninguém viu qual era o caminhão e nem quem era o motorista.Talvez pela humildade da pessoa do Boiadeiro, e por estar sempre bêbado, nem sequer se investigou quem foi  o assassino.
Estou narrando esta estória, porque ela faz parte da minha vida . O episódio do velório da minha mãe foi como que uma encomenda do além para nos mostrar o quanto minha mãe , na simplicidade do seu gesto tinha a ensinar a nós todos , seus filhos , netos e bisnetos.
Que todos tenham um velório como o de minha mãe!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

FERIADÃO DE TIRADENTES E PÁSCOA....PODERIA SER DE FESTA EM TAPIRAÍ


O Brasil inteiro vive clima de feriado a partir de hoje. Nas grandes cidades as pessoas assistem as encenações da Paixão de Cristo ou participam das celebrações cristãs, porém grande parcela da população destas cidades, costuma viajar aproveitando os feriados. Dirigem-se  para cidades litorâneas , cidades serranas ou cidades tranqüilas buscando fugir à  rotina de estress e correria das cidades grandes. Tapiraí encontra-se a menos de 200 km de várias grandes cidades : São Paulo,Sorocaba, Campinas,Americana,Piracicaba,etc,além de outras de médio porte como Votorantim, Itapetininga, Itú, etc.
Poderíamos  usufruir  desta oportunidade e utilizar  nossos valiosos recursos naturais, para estarmos com a cidade repleta de turistas que poderiam deixar uma soma significativa de recursos, movimentando pousadas, hotéis, sítios,restaurantes, farmácias, supermercados , lanchonetes etc. Poderíamos estar com uma feira ampla de artesanatos na praça com a população ganhando o dinheiro dos turistas. Poderíamos ter passeios de jipe, passeios de bicicleta, passeios a cavalo, passeios de charrete , tudo isso gerando renda a população local.
No entanto, o panorama é e bem outro. Exceção feita a Padaria Cinco Estrelas e a  Lanchonete Cabeça da Anta e talvez mais alguns  comércios situados à beira da rodovia SP79, ninguém mais  aproveitou esta grande oportunidade que a ocasião ofereceu.
Apesar de há mais de 20 anos se falar em transformar a cidade em ponto turístico a coisa não acontece. Entre idas e vindas, talvez nunca tenhamos  estado tão em baixa com atualmente.
A meu ver falta acima de tudo, visão de quem detém o poder político na cidade, que ainda não entendeu que a Prefeitura deve ser o órgão central coordenador das ações que podem incrementar o turismo a nível local. As  ações são tímidas e inadequadas e as pessoas escaladas para a tarefa são inexperientes e despreparadas. Jaqueline Crene que já ocupou o posto na melhor época, atualmente  morando em outro município muito distante daqui ainda consegue mais divulgação da cidade do que a atual funcionária, que por coincidência é sobrinha do nobre prefeito. Acho que basta isso para identificar a causa do nosso fracasso.

domingo, 17 de abril de 2011

O ENGRAÇADO ZÉ CORONHA


Talvez tenha sido a figura mais engraçada que já viveu em Tapiraí. Eu, pelo menos vi poucas pessoas tão  engraçadas como ele. Zé Coronha (José de Azevedo), morava numa casa de madeira no local onde hoje está a loja do Márcio Manzani. Era casado com Dona Antônia (grande cozinheira que trabalhava no restaurante do Zeca e ainda é viva) e pai de muitos  filhos (com certeza mais de dez) , alguns dos quais ainda vivem por aqui : Geraldo (açougueiro do Fio), Sônia e José Aleixo. Zé Coronha era um adulto com alma de criança. Brincava com a vida , levando-a sempre na brincadeira, que de tão séria para ele virava realidade. Assim era que ele assumia múltiplas personalidades. Havia dias em que dizia-se médico . Se vestia de branco e andava pelo comércio local atribuindo receitas a quem encontrava pela frente. Examinava as pessoas e depois tirava da pasta com a qual andava, múltiplas raízes e ervas que as entregava . Tudo sem nenhum fundo de lógica ou ciência. Era pura diversão. Em outros dias se auto-nomeava policial de transito. Vestia sua farda composta de quepe e camisa de ombreiras  e posicionava-se em uma  esquina, em posições  engraçadas a sinalizar para os carros que passavam. Mas mais engraçado ainda era quando assumia o posto de soldado do exército. A farda era a mesma, mas nesses dias ele desfilava pela avenida assungui (hoje Natan chaves) em  marcha militar cantando o Hino da Força Expedicionária Barasileira ; “por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra, sem que voltes para La....”. Fazia continência a quem encontrava pela frente. Zé Coronha dizia-se amigo de muita gente famosa e era afilhado (não sei se de batismo,crisma ou casamento) do prefeito da época Anthemo Victório Pilan. De certa feita, Anthemo tirou férias e viajou para Santa Catarina com a família. Zé Coronha então assumiu nas suas fantasias a prefeitura local. Falava a todos: “o padrinho deu ordens para não deixar funcionário nenhum a toa..”.e bravejava para deleite de quem via. Havia ainda o Zá Coronha cantor que saia com uma violinha, e o Zé Coronha vendedor que saia de pasta , paletó e gravata.
Sem nenhuma maldade ou quesito  de proveito, Zé Coronha, na sua humilde figura, baixinho e camarada foi simplesmente alguém que esqueceu de crescer e prolongou sua infância por toda a vida. Talvez pela dificuldade que a vida real oferecia.